Projeto Pensando Nisso publica Boletim com características e sintomas da COVID-19 para pessoas vivendo com HIV

Clique na imagem para acessar a 2ª Edição do Boletim Pensando Nisso: 



Você sabe o que é a sífilis?

Você já deve ter ouvido falar da sífilis, uma infecção sexualmente transmissível (IST), que vem atingindo cada vez mais a população.

 

Saiba mais sobre a doença, formas de transmissão e tratamento.

A sífilis é uma doença que pode comprometer vários órgãos, sendo causada pela bactéria Treponema pallidum. 

Muitas vezes a sífilis não apresenta sintomas, mas sintomas leves ou graves podem aparecer dependendo da fase da doença.

 

Quais são as fases da sífilis?

💠 Sífilis primária

  • É a primeira manifestação da doença, que aparece de 10 dias a até seis meses depois do contato com a pessoa infectada.
  • Se apresenta como uma ferida na região de entrada da bactéria na pele, que não dói. 
  • Aparece principalmente na vagina, ânus, pênis ou boca. Mas pode aparecer em outras partes da pele.
  • A ferida desaparece com ou sem o tratamento depois de um a dois meses.

💠 Sífilis secundária

  • Aparece de um mês e meio a seis meses depois da sífilis primária.
  • É comum o paciente ter muitas manchas vermelhas pela pele, principalmente nas regiões genitais.
  • Essas manchas não coçam e aparecem com frequência também nas palmas das mãos e plantas dos pés.
  • O paciente pode ter febre, mal-estar, fraqueza muscular, dores de cabeça e queda de cabelo.
  • Os sintomas melhoram depois de algumas semanas, mesmo sem o tratamento.

💠 Sífilis latente

  • Nessa fase, o paciente não apresenta sintoma, mas continua com a bactéria no corpo.
  • Os testes para diagnóstico continuam dando positivo, podendo ser feito nesse período.
  • Essa fase pode ser recente, quando aparece em até um ano de infecção, ou tardia quando aparece depois de um ano de infecção.

💠 Sífilis terciária

  • Forma mais grave da doença que pode aparecer quando as fases anteriores não são tratadas.
  • Pode surgir até 40 anos depois do contato com a bactéria.
  • Pode se manifestar em várias partes do corpo, como ossos, cérebro e coração. 
  • As lesões podem desconfigurar os órgãos e tecidos, podendo levar a morte do indivíduo. 

 

Como a sífilis é transmitida?

A transmissão da sífilis se dá principalmente por relações sexuais sem camisinha.

 A transmissão também acontece para o feto durante a gravidez e para o recém-nascido no parto normal, se a mãe tiver alguma ferida causada pela sífilis. 

A doença no recém-nascido, conhecida como sífilis congênita, é grave e pode causar consequências graves no bebê, como abortamento e morte do recém-nascido.

Nas fases iniciais da doença a transmissão é maior, como na fase primária e secundária. Mas pode ocorrer também nas outras fases da doença.

 

A sífilis tem tratamento? 

 

Sim, o tratamento é uma injeção de antibiótico, a penicilina, em dose única para as fases iniciais.

Para as fases tardias, a injeção é semanal por três semanas.

Se tratada corretamente, a doença tem cura.

 

 

O SUS disponibiliza testes rápidos para sífilis, HIV e outras IST. 

Para saber os serviços que oferecem testagem para sífilis acesse aqui


Texto produzido por: Ana Luiza Pereira da Rocha, graduanda em Farmácia, Faculdade de Farmácia da UFMG

Revisão: Profa. Maria das Graças Braga Ceccato

Edição e postagem: Mariana Dias Lula

Referências Bibliográficas:

 

  1. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integrada às pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília : Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2015/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-atencao-integral-pessoas-com-infeccoes

Imagem:

 

  1. Condom. Icons made by Freepik from Flaticon. https://www.flaticon.com/free-icon/condom_103395 
  2. Human fetus. Icons made by Freepik from Flaticon. https://www.flaticon.com/free-icon/human-fetus_84411 
  3. Syringe. Icons made by Freepik from Flaticon. https://www.flaticon.com/free-icon/syringe_90912


Sexo químico: o que é e porque é tão perigoso?

 

Existem muitos conceitos hoje para descrever o que conhecemos como ”Chemsex”, isto é, sexo químico em português, e esse se refere a prática sexual sob influência de drogas psicoativas. Drogas e sexo é uma combinação que existe desde os primórdios da humanidade, mas, recentemente, esse tema tem vindo à tona em função da popularização dessa prática, principalmente, no mundo LGBTQI+.  Estudos vêm sendo desenvolvidos a fim de entender melhor esta prática.

 

Mas o que motiva as pessoas a praticarem? Os praticantes do “chemsex” relatam que o uso dessas drogas melhora a qualidade do sexo, diminui a inibição e aumenta a excitação sexual e o prazer. Muitas vezes, usando as drogas de maneira combinada, como, por exemplo, a utilização de álcool e ecstasy, há uma facilidade na realização de sessões de sexo com duração prolongada (por vezes até dias) e/ou com múltiplos parceiros, além de práticas sexuais mais desafiadoras, como por exemplo, a dupla penetração.  Além disso, alguns homens relatam inclusive que o uso dessas drogas auxilia a lidar com sentimentos negativos como a falta de confiança, baixa autoestima, homofobia internalizada e até mesmo com o estigma relacionado ao fato de ser uma pessoa que vive com o HIV. 

 

No entanto, o sexo químico não é isento de riscos e tem contribuído bastante para situações de risco à saúde dos homens gays e bissexuais, principalmente. O primeiro risco é o abuso e a possível dependência das substâncias utilizadas na prática sexual. Além disso, a prática pode também contribuir com o aumento de se contrair IST’s (Infecções sexualmente transmissíveis), isso porque, em sua maioria, os praticantes optam pela não utilização de preservativos ou uso da PrEP (profilaxia pré-exposição), e, após a relação sexual, uso da PEP (profilaxia pós-exposição).

 

Além de tudo, é válido ressaltar que essas sessões de sexo químico costumam envolver mais de um parceiro. Estudos ingleses indicam uma média de cinco praticantes por sessão. Isso intensifica exponencialmente os riscos de se contrair uma IST’s, levando em conta que além dessas relações desprotegidas, os praticantes desenvolvem contato com outras pessoas. 

 

Por mais tentador que possa parecer, esta prática não se trata de uma combinação saudável. É imprescindível que o indivíduo tenha uma relação consciente e segura. É importante entender a motivação desta prática ter se popularizado e procurar combater os seus danos. Atente-se, a prevenção nunca é demais!


Texto produzido por: João Pedro Almeida Reis, graduando em Farmácia, Faculdade de Farmácia da UFMG 

Revisão: Profa. Marina Guimarães Lima e Profa. Maria das Graças Braga Ceccato

Edição e postagem: Mariana Dias Lula 

Referências:

  1. BRANQUINHO, B. O que é o chemsex e por que está se tornando um problema para os homens gays e bis? Carta Capital, 27 abril 2020. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/saudelgbt/o-que-e-o-chemsex-e-por-que-esta-se-tornando-um-problema-para-os-homens-gays-e-bis/. Acesso em 21 out. 2020.


Tratamento contra o HIV: o que você precisa saber!

Fonte: Pexels

 

Em primeiro lugar, precisamos entender uma coisa. Não há cura, mas há tratamento! O tratamento é realizado por meio da administração de medicamentos ao paciente, em sua maioria os antirretrovirais, aliados a outros medicamentos destinados a combater as coinfecções. Os primeiros medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980. Eles agem inibindo a multiplicação do HIV (que é retrovírus causador da síndrome da imunodeficiência adquirida – aids) no organismo, evitando então o enfraquecimento do sistema imunológico da pessoa infectada.

 

No Brasil, desde o ano de 1996, distribui-se gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) todos os medicamentos antirretrovirais, carinhosamente apelidados de ‘coquetel’ de tratamento, e, desde 2013, garante tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV, independente da carga viral.

 

Mas como funciona o tratamento? É bem simples de entender. O indivíduo que possui o vírus em seu organismo deve se tratar seguindo alguns passos básicos. A pessoa infectada deve tomar os medicamentos receitados nos horários corretos, manter uma boa alimentação, praticar atividade física, comparecer ao serviço de saúde para realizar o seu acompanhamento e viver tomando ainda mais cuidado com a sua saúde em geral. Por mais fácil que pareça, é complicado aderir a todos esses passos, principalmente referente a medicação, que exige uma disciplina muito grande quando tratamos de sua administração. 

 

Por inibir a multiplicação retroviral, uma vez que administrada incorretamente, pode tornar o vírus resistente e piorar o estado clínico do paciente. A boa adesão à terapia antirretroviral (TARV) traz grandes benefícios individuais, como aumento da disposição, da energia e do apetite, ampliação da expectativa de vida e o não desenvolvimento de doenças oportunistas, o que é importantíssimo para a vida do paciente. Seguir as recomendações médicas parece simples, mas é uma das grandes dificuldades encontradas pelos pacientes, pois pode interfere diretamente na sua rotina. 

 

É importante saber, você não estará sozinho nessa luta! O apoio social é essencial para enfrentar esse tratamento. Ele deve vir da família, dos amigos, companheiros e companheiras. Para quem recebe o diagnóstico positivo para o HIV, viver com o preconceito pode ser mais difícil do que viver com o vírus. O preconceito isola as pessoas, dificulta o tratamento e faz muitas outras evitarem o exame, com medo de descobrir se têm ou não o HIV. O apoio da família e dos amigos é essencial, mas a sociedade como um todo precisa despertar para a solidariedade e a garantia dos direitos da pessoa vivendo com HIV/aids.

 


Texto produzido por: João Pedro Almeida Reis, graduando em Farmácia, Faculdade de Farmácia da UFMG 

Revisão: Profa. Marina Guimarães Lima e Profa. Maria das Graças Braga Ceccato

Edição e postagem: Mariana Dias Lula 

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Tratamento para o HIV. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-e-hiv/tratamento-para-o-hiv. Acesso em 21 out. 2020.
  2. GIV – Grupo de Incentivo à Vida. Tratamento Contra o HIV. Disponível em: http://giv.org.br/HIV-e-AIDS/Tratamento-Contra-o-HIV/index.html. Acesso em 21 out. 2020.
  3. Rachid, M., & Schechter, M. Manual de HIV/aids. Thieme Revinter Publicações LTDA, 2017.

Imagem:

  1. Foto de JESHOOTS.com no Pexels


Coinfecção HIV-Tuberculose

No primeiro texto da série sobre Tuberculose falamos um pouco sobre o que é a Tuberculose, quais os sintomas e as formas de transmissão. Você pode acessá-lo clicando aqui.

Agora, falaremos um pouco mais sobre a Coinfecção HIV-Tuberculose.

Se interessou? Continue lendo e saiba mais!!

 

Você já deve ter ouvido falar a famosa frase de que “ninguém morre só por HIV”. De fato, as principais causas de morte de uma pessoa com quadro avançado de aids são tumores ou infecções,

geralmente raros em pessoas saudáveis. Dentre as infecções, chamadas de oportunistas por surgirem nesse oportuno momento em que o organismo está debilitado (fraco), a tuberculose se destaca. 

 

Mas o que dizem os dados estatísticos sobre a relação entre HIV e Tuberculose?

O HIV é o maior fator de risco para tuberculose e a tuberculose é a principal causa de morte de pessoas que vivem com HIV e não fazem tratamento com medicamento antirretroviral.

O fato de uma pessoa possuir o bacilo da tuberculose no organismo dela não significa que ela desenvolverá sintomas. Nesses casos, chamamos de infecção latente. Entretanto, principalmente em situações de imunocomprometimento, em que a pessoa tem poucas células de defesa, esta infecção latente pode progredir, dando início a infecção ativa.

Pessoas que NÃO convivem com o HIV, quando contraem tuberculose, possuem risco de apenas 10% de desenvolver a forma ativa. Já as pessoas com HIV, quando elas contraem, têm de 21 a 34 vezes mais chances desenvolver a forma ativa do que o resto da população. Ademais, estão mais propensas a sofrer complicações, tal como a síndrome da reconstituição imune, uma condição que ocorre quando o corpo reage exageradamente a uma infecção, sem falar da maior chance de recidivas.

 

Como que o bacilo da Tuberculose piora a infecção por HIV?

O Mycobacterium tberculosis ativa a proliferação de linfócitos TCD4+, fazendo sua quantidade no sangue aumentar. Isso piora também a infecção do vírus HIV, que utiliza justamente esta célula para atacar e replicar. Assim, a carga viral no organismo aumenta. 

 

E como que o vírus da HIV piora a infecção por tuberculose?

O vírus HIV destrói parcialmente a imunidade,  auxiliando a sobrevida do Mycobacterium  tuberculosis no organismo. Em indivíduos saudáveis, células de defesa como macrófagos e linfócitos evitam que o bacilo da tuberculose se prolifere, prendendo-o em lugares fechados chamados granulomas. Em indivíduos imunocomprometidos, esse granulomas não são formados corretamente, formando granulomas frouxos, que permite a bactéria “escape” e se alastre para o resto do corpo. Quando o bacilo da tuberculose se espalha pelo corpo, ocorrem as formas extrapulmonares da doença, que acometem outros órgãos importantes e, na maioria das vezes, essa manifestação da doença é mais grave.


Texto produzido por: Paulo Henrique Moreira Melo, graduando em Medicina, Faculdade de Medicina da UFMG

Revisão: Profa. Marina Guimarães Lima e Profa. Maria das Graças Braga Ceccato

Edição e postagem: Mariana Dias Lula e Ana Luiza Pereira da Rocha

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Recomendações para o manejo da coinfecção TB-HIV em serviços de atenção especializada a pessoas vivendo com HIV/AIDS. Brasília: Ministério da Saúde, 2013
  2. CENTER FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Reported HIV status of tuberculosis patients–United States, 1993-2005. Morb Mortal Wkly Rep (MMWR)., v. 56, n. 42, 2007, p. 1103-6. Disponível em: http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/mm5642a2.htm . Acesso em: 15 set 2020.
  3. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). WHO report on the tuberculosis epidemic: stop TB at the source. Geneve: WHO, 1995.

Imagens:

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Dolutegravir pode aumentar o índice de massa corporal de pessoas em terapia antirretroviral?

No dia 9 de outubro de 2020, ocorreu a defesa da dissertação de mestrado do farmacêutico Cléssius Ribeiro de Souza, pelo Programa de Pós-graduação em Medicamentos e Assistência Farmacêutica (PPGMAF).

A dissertação, intitulada “ALTERAÇÃO NO ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA: UM ESTUDO DE COORTE EM INDIVÍDUOS EM USO DE DOLUTEGRAVIR ATENDIDOS EM UM SERVIÇO ESPECIALIZADO DE BELO HORIZONTE”, levantou discussões importantes sobre o uso de medicamentos para o tratamento da infecção pelo HIV e alterações do peso corporal, trazendo contribuições relevantes para a área.

Atualmente, Cléssius já é doutorando do mesmo programa e integrante do Projeto ECOART, que estuda a efetividade da terapia antirretroviral em pessoas vivendo com HIV, HIV/Tuberculose, HIV/Hanseníase e HIV/Leishmaniose, no Brasil.

Em entrevista ao Pensando Nisso, Cléssius nos fala, resumidamente, sobre o conteúdo da dissertação.

 

Pensando Nisso: Cléssius, você poderia nos contar um pouco sobre o tema de sua dissertação?

Cléssius: O excesso de peso é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus na população em geral e uma preocupação crescente entre as pessoas vivendo com HIV. Alguns medicamentos utilizados para o tratamento da infecção pelo HIV podem causar o aumento de peso de forma excessiva, podendo inclusive promover obesidade em alguns indivíduos. Um desses medicamentos é o dolutegravir (DTG), que faz parte da primeira linha de medicamentos para o tratamento da infecção pelo HIV e que passou a ser dispensado pelo SUS, em todo o Brasil, a partir de fevereiro 2017.

O objetivo ao realizar o estudo foi avaliar, em um período de dois anos, as alterações no peso, por meio do índice de massa corporal (IMC), entre pessoas vivendo com HIV após o início ou após modificação da terapia antirretroviral (TARV) para regime terapêutico com DTG. Foram incluídos nesse estudo todos os indivíduos cadastrados para o atendimento em uma unidade de serviço referência no tratamento de pessoas vivendo com HIV de Belo Horizonte, com 18 anos ou mais de idade.

 

Pensando Nisso: E quais foram os principais resultados da pesquisa?

Cléssius: Verificamos que os indivíduos que iniciaram a TARV com DTG apresentaram aumento no IMC significativamente maior em relação aos indivíduos passaram a utilizar o DTG após a troca dos antirretrovirais. Também verificamos que os indivíduos imunossuprimidos, ou seja, que estavam com sistema de defesa do organismo debilitado pela ação do HIV, após o uso do DTG, tiveram um aumento maior no IMC quando comparados com os não imunossuprimidos.

Os resultados sugerem que o uso de DTG está relacionado ao ganho de peso em ambos os grupos que iniciaram ou que fizeram a troca para DTG. Para os indivíduos que fizeram a troca da TARV o aumento foi atenuado. Para os indivíduos que iniciaram a TARV com DTG, o ganho de peso foi significativamente maior, o que pode indicar mais facilidade para o desenvolvimento de comorbidades como a obesidade.

 

Pensando Nisso: Em que esses resultados impactam na vida das pessoas que vivem com HIV e estão em terapia antirretroviral com o Dolutegravir? E quais são os impactos para a prática clínica e para os serviços de saúde?

 

Cléssius: Esses resultados evidenciam a importância da orientação de todo o corpo clínico no atendimento às pessoas vivendo com HIV relacionados às possíveis alterações na massa corporal as quais podem desenvolver outras comorbidades, principalmente a obesidade. Indivíduos que ao iniciarem a TARV com DTG já estejam com sobrepeso ou obeso necessitam de uma abordagem e acompanhamento diferenciados para mitigar o possível aumento no peso e o desenvolvimento de outras comorbidades relacionadas a obesidade. A abordagem nos casos de sobrepeso e obesidade devem incentivar a educação alimentar que vise a perda de peso, por meio de escolhas alimentares adequadas e saudáveis, redução de fatores de risco cardiovasculares associados à obesidade (hipertensão arterial, dislipidemia, pré-diabetes ou diabetes mellitus), indução de melhora da autoestima, aumento da capacidade funcional e da qualidade de vida.

 

Pensando Nisso: Quais seriam os próximos passos possíveis para este estudo?

Cléssius: Ademais, para futuras análises seria recomendável fazer uso de outros indicadores clínicos e bioquímicos como risco cardiovascular, depressão e níveis de colesterol, além de um acompanhamento envolvendo a alimentação e as atividades físicas para minimização de possíveis interferência desses fatores nos resultados de alteração do IMC com o uso do DTG.

 

Em breve, a dissertação estará disponível para acesso, sob domínio público, por meio do repositório da UFMG.


Texto produzido por: Mariana Dias Lula, graduanda em Farmácia, Faculdade de Farmácia da UFMG e Cléssius Ribeiro de Souza, doutorando do Programa de Pós-graduação em Medicamentos e Assistência Farmacêutica, Faculdade de Farmácia da UFMG.  

Revisão: Profa. Maria das Graças Braga Ceccato

Edição e postagem: Mariana Dias Lula 



Doutoranda do Projeto ECOART concorre ao Grande Prêmio UFMG de Teses, 2020.

As melhores teses de Doutorado nos Programas de Pós-Graduação da UFMG contempladas com o Prêmio UFMG de Teses são premiadas anualmente. Neste ano de 2020, as melhores teses aprovadas em 2019 concorrerão ao Grande Prêmio UFMG de Teses, que acontecerá no dia 23 de outubro, com transmissão ao vivo, às 10 horas.

 

A Doutora Juliana de Oliveira Costa do Projeto ECOART (Efetividade  da  terapia  antirretroviral  em  pessoas  Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública (PPGSP vivendo com   HIV,   HIV/tuberculose,   HIV/hanseníase   ou   HIV/leishmaniose   visceral no Brasil) está concorrendo ao prêmio com sua tese de doutorado: Análise Farmacoepidemiológica e Farmacoeconômica do Tratamento Antirretroviral em dose fixa combinada na perspectiva do Sistema Único de Saúde, representando  o  Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública (PPGSP), Faculdade de Medicina, UFMG.

 

O PPGSP indicou, por meio de uma pré-seleção, a referida tese para concorrer ao Grande Prêmio UFMG de Teses 2020 e ao Grande Prêmio CAPES de Tese “Carlos Ribeiro Justiniano Chagas”.

 

O Projeto ECOART é um projeto de pesquisa desenvolvido na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e é coordenado pela Professora Maria das Graças Braga Ceccato, do Departamento de Farmácia Social. Esse projeto é conduzido por professores da UFMG, profissionais de saúde vinculados ao SUS, alunos de graduação,  alunos de pós-graduação e de colaboradores técnicos.

 

No vídeo abaixo, a Doutora Juliana de Oliveira Costa apresenta as principais informações de sua tese com clareza e objetividade.  Clique para assistir!


Texto produzido por: Ana Luiza Pereira da Rocha, graduanda em Farmácia, Faculdade de Farmácia da UFMG

Revisão: Profa. Maria das Graças Braga Ceccato

Edição e postagem: Mariana Dias Lula 



Faculdade de Medicina da UFMG está recrutando voluntários para Fase 3 de vacina contra COVID-19

A empresa Farmacêutica Janssen da Johnson & Johnson iniciou os estudos de fase 3 da vacina contra COVID-19  em diversos países.

 

No Brasil, iniciou-se o recrutamento, no início de outubro, pela Faculdade de Medicina da UFMG. Para participar basta acessar o formulário online: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScQs0sF1ViTaijIl69KXjP9Pey4fTn12xK_7qld2jTC3fAh-w/viewform?vc=0&c=0&w=1&flr=0&gxids=7628

 

No formulário são coletadas informações sobre condições de saúde e disponibilidade de comparecer ao Hospital das Clínicas para participar da pesquisa. 

 

Uma vez preenchido o formulário e realizada a inscrição, os pesquisadores irão avaliar se a pessoa inscrita está de acordo com  o perfil procurado.

 

A ideia é recrutar pessoas que corram risco de infecção pelo vírus, e considerar a diversidade populacional, como variáveis de faixa etária, condição social, raça,  gênero, dentre outros. Priorizando aqueles que usam transporte coletivo, moradores de comunidade, trabalhadores de nível médio ou que atuam na limpeza.

 

Os participantes devem possuir 18 anos ou mais. Está previsto a condução do estudo em duas etapas:

1a etapa: Indivíduos sem patologias prévias 

2a etapa: Indivíduos com comorbidades

 

Os voluntários serão alocados aleatoriamente para receber a candidata a vacina ou para receber placebo. Nem os investigadores e nem os voluntários saberão o tipo de intervenção que estão recebendo.

 

O início do recrutamento será na segunda semana de outubro e o acompanhamento dos participantes será por 24 meses.

 

Os participantes que receberem placebo terão prioridade para serem vacinados, caso a eficácia da vacina seja comprovada.


Texto produzido por: Ana Luiza Pereira da Rocha, graduanda em Farmácia, Faculdade de Farmácia da UFMG

Revisão: Profa. Maria das Graças Braga Ceccato

Edição e postagem: Mariana Dias Lula 

Referências:

  1. FACULDADE de Medicina iniciará testes da vacina contra covid-19. Centro de Comunicação da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedecom), Belo Horizonte, 5  out. 2020. Disponível em: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/faculdade-de-medicina-iniciara-testes-da-vacina-contra-covid-19. Acesso em: 5 out. 2020.
  2. UFMG inicia testes de vacina da Johnson na próxima semana e buscas voluntários. G1 Globo Minas, Belo Horizonte, 5 out. 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/10/05/ufmg-inicia-testes-de-vacina-da-johnson-na-proxima-semana-e-buscas-voluntarios.ghtml . Acesso em: 5 out. 2020
  3. FACULDADE de Medicina inicia cadastro para testes da vacina contra covid-19. Faculdade de Medicina da UFMG, Belo Horizonte, 7 out. 2020. Disponível em: https://www.medicina.ufmg.br/faculdade-de-medicina-inicia-cadastro-para-testes-da-vacina-contra-covid-19/ . Acesso em: 8 out. 2020.